Em 26 de setembro, a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS) respondeu oficialmente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) sobre as anomalias detectadas no leilão eletrônico para contratar a plataforma tecnológica da loteria estadual, Lotesul. A resposta detalhou as medidas corretivas tomadas, validou o cancelamento da fase externa do processo licitatório e propôs mudanças nos estudos técnicos que sustentaram a compra.
Avaliação e Suspensão da Licitação
Esta avaliação ocorreu após os auditores do TCE-MS identificarem condições restritivas e exigências desproporcionais no edital original. A licitação de R$ 51,47 milhões pretendia contratar uma empresa para instalar e operar o software da Lotesul. O processo foi suspenso após uma medida cautelar do conselheiro Márcio Monteiro.
Em 22 de setembro, a Sefaz cancelou oficialmente o processo de licitação externa no Diário Oficial do Estado, buscando corrigir falhas nos documentos de planejamento e nos estudos técnicos que embasavam a licitação. O Secretário de Fazenda Flávio César Mendes de Oliveira assinou o pedido ao Tribunal, fazendo emendas no Estudo Técnico Preliminar e nos Termos de Referência.
Origem das Denúncias
A licitação foi questionada após três denúncias independentes: uma apresentada pelo empresário Jamil Name Filho, atualmente preso pela operação Omertà; outra pela Criativa Technology Ltda., ligada ao deputado estadual Roberto Razuk (PL); e uma terceira denúncia anônima. O Tribunal considerou todas as três.
A análise do Tribunal revelou uma série de fragilidades, incluindo requisitos técnicos com justificativas insuficientes e a possível criação de um monopólio privado por 35 anos. O Tribunal sugeriu que essas questões tinham um “alto potencial de restringir a competitividade”.
Justificativas da Secretaria
Em sua defesa, a Sefaz explicou que estimou sua receita usando comparações internacionais, baseando-se em Itália, Portugal, Espanha e França. Autoridades do governo argumentaram que o setor de loterias estaduais no Brasil era novo e carecia de números históricos consolidados, portanto, comparações tiveram que ser feitas com o exterior.
Em termos de requisitos técnicos, processar 15 milhões de transações anualmente e processar 40 transações por segundo (TPS), a Sefaz baseou-se em informações da loteria estadual do Paraná, Lottopar. De janeiro a julho de 2025, a Lottopar processou mais de 54 milhões de transações, com 108 TPS no pico durante grandes eventos esportivos. Esses números, na visão da Sefaz, substanciavam as especificações da licitação.
Perspectivas Legais e Repercussões
Comentando os ocorridos, um advogado considerou acertada a decisão de cancelar a licitação irregular: “O Estado fez o que era certo. A licitação estava irregular, como provado no recurso de Jamil Name Filho. A equipe técnica do TCE fez o trabalho deles bem, como sempre. A lei deve ser cumprida, e os procedimentos licitatórios não devem impor condições excessivamente limitantes aos participantes em potencial.”
A Criativa Technology, outra reclamante, também havia processado para anular a licitação. O processo foi, no entanto, arquivado quando a juíza Cíntia Xavier Letteriello solicitou um depósito de R$ 51.160,90, 10% do valor da causa, para que as audiências no tribunal pudessem prosseguir.
Próximos Passos para a Lotesul
Com seus novos documentos, a Sefaz pediu ao TCE-MS que desconsiderasse as reclamações e encerrasse formalmente o caso. No pedido, o Secretário Oliveira declarou: “Solicitamos que este Tribunal de Contas decida pelo arquivamento destes autos de denúncia, devido à ausência de atos ilícitos, e que, no contexto do Controle Prévio, o caso seja arquivado por perda de objeto.”
Embora identifique “fragilidades” no primeiro processo, a Sefaz manteve o modelo escolhido para operar a loteria estadual. O modelo, criado pelo então Governador Reinaldo Azambuja e suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), requer ofertas de licitantes na forma do maior percentual de transferência de receita bruta, com um mínimo de 16,17%.
Estudos econômicos mostram que a Lotesul é capaz de gerar receitas de até 0,85% do PIB do estado, aproximadamente R$ 1,9 bilhão em 2025 se já estivesse em operação.
A reabertura da licitação da Lotesul é um marco para as esperanças de loteria de Mato Grosso do Sul. Através da identificação e correção de falhas processuais, a Sefaz busca restaurar a honra do processo licitatório enquanto garante o cumprimento das leis e regulamentos. A medida vem após o TCE-MS, que deve determinar se as correções podem justificar a continuidade do projeto e habilitar o estado a acessar um mercado que promete trazer uma enorme receita pública.
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